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SERVIDORA GESTANTE DO MUNICÍPIO DE TOLEDO POSITIVADA PARA COVID-19 TEM PARTO PREMATURO E BEBÊ ACABOU FALECENDO.

Conforme live apresentada pelo SERTOLEDO, a gestante não foi afastada das atividades, e acabou contraindo a doença.

15/06/2020 19h43Atualizado há 6 anos
Por: Marli
Fonte: Perfil Pessoal Marcos Antônio Santos

 

Em uma live nesta segunda-feira, 15, o Sindicato dos Servidores Públicos  Municipais de Toledo (Ser Toledo), informou o falecimento de um bebê depois que a mãe testou positivo para o coronavírus (Covid-19). 

A mãe, uma servidora pública que não teve respeitado o afastamento das suas atividades tinha uma gravidez de risco para a criança, e a exemplo de outros servidores em risco não teve a manutenção dos salários, auxílio alimentação e quarentena. Segundo informações do SerToledo,  a saúde da servidora estava normal quando começou a pandemia e  a professora somente teria que ir a escola onde trabalha uma vez por semana. De acordo com o sindicato, a professora que realiza trabalho de apoio pedagógico teve 15 dias de seu salário descontado por ter faltado ao serviço em razão da gravidez.

A secretária de Comunicação e Políticas Sindicais do SerToledo, Caroline Recalcatti relata que mesmo tendo uma gravidez de risco em razão do bebê ter problemas na gestação,  a servidora  contraiu a Covid-19 por frequentar a escola, e, ao sentir os primeiros sintomas da doença  fez o teste para confirmar se ela estava com o vírus.  “A professora recebeu na sexta-feira, 12, o resultado do exame positivo a Covid-19. Ela foi afastada do trabalho dia 08 de junho, ao apresentar um atestado médico. Nesse mesmo dia ela teve o rompimento da bolsa gestacional e o bebê nasceu de parto normal. A criança tinha uma saúde frágil, mas ainda não se sabe se ela morreu em decorrência da Covid-19, mas não se pode descartar essa possibilidade. Pode ter sido uma agravante na vida da criança. O marido da professora também teve o coronavírus e a filha do casal de 03 anos está com sintomas e fará os exames”, diz.

Caroline conta que essa servidora entrou em contato com o sindicato relatando que estava com a filha falecida no colo.  “E neste momento de dor ela não poderia ter por perto ninguém da sua família. Ela fez sozinha a despedida da sua criança recém-nascida. E o sindicato o tempo todo dialogou com a administração pública, que era um direito da mãe ter o afastamento e ficar 100% das suas atividades remotas. Ela também é servidora da rede estadual. E o Estado sabendo das suas condições a manteve com 100% de atividades online. Ela disse que se tivesse sido afastada e se mantivesse em casa não teria contraído a doença e não colocaria toda a sua família em risco”.

A secretária Geral, Marlene da Silva relatou que representando a direção do SerToledo somente tem a lamentar essa tragédia anunciada. “No ato do dia 10, em frente a prefeitura, eu estava com uma barriga falsa de gravidez para simbolizar a maneira que  o município estava tratando os casos de risco em específico as gestantes. Estávamos acompanhando essa professora desde maio, e até hoje não tivemos uma resposta da Secretaria da Educação. Não temos respostas da administração, do COE (Centro de Operações Emergências) e de ninguém. É triste e revoltante ver uma mãe perder o seu filho. Se a criança tivesse nascido no seu período normal de gestação com certeza teria outras possibilidades de viver. Essa mãe aguarda agora somente por justiça. Está faltando humanidade para essa atual gestão e várias vezes imploramos pela vida das gestantes, idosos e pessoas em risco”, diz.

De acordo com Marlene da Silva, será formalizada denuncia sobre esse caso no Ministério Público da Saúde e no Ministério Público do Trabalho para se averiguar se houve negligência do município, de quem foi e que essas pessoas sejam responsabilizadas. “Ela contraiu a Covid-19 e também seu esposo e a filha. Como ficará a estabilidade emocional dessa professora após a perda o seu bebê?”

Participaram também da live, a secretária de Finanças, Antônia Aparecida Martins de Lima Andrade e o secretário de Política Pública e Saúde do Trabalhador, Roni Alvarenga de Mello Padilha.

TEXTO: Marcos Antônio Santos publicado em seu perfil pessoal no Facebook.