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Assistente Social

DIA DO ASSISTENTE SOCIAL: 58 ANOS DE LUTA POR UMA SOCIEDADE MAIS JUSTA, HUMANA E IGUALITÁRIA

Protagonistas na luta pela consolidação dos direitos e na construção de uma nova sociedade para todos.

15/05/2020 11h51Atualizado há 6 anos
Por: Marli
Fonte: Assessoria
Foto:fmmetrpole
Foto:fmmetrpole

Hoje é um dia especial. Há 58 anos comemora-se no Brasil, no dia 15 de maio o Dia do Assistente Social. Este dia foi escolhido por marcar a
regulamentação da profissão, em 1957. De lá para cá, não apenas a especialização desses profissionais cresceu, mas também a demanda da sociedade por sua presença e atuação.

O assistente social está presente inúmeras áreas de atuação profissional. É peça-chave, indispensável para o desenvolvimento social do País. Mulheres e homens que atendem ao chamado de uma vocação especial, a de protagonizar a luta pela construção de uma sociedade mais justa humana e igualitária. Mas não basta boa vontade, bom coração para seguir essa vocação. A luta para garantia de direitos exige anos de estudo e profissionalização para que, seja na saúde, educação, na assistência social ou na formulação e implantação de qualquer outra política pública setorial ou transversal.

Desde o início do século 20 o trabalho de assistente social começou a se desenvolver no Brasil, primeiro junto a instituições religiosas, principalmente no auxílio às ações de caridade. Em 1957, a profissão foi regulamentada e, já por aquela época, a presença do assistente social crescia em importância dentro das entidades sociais, na orientação dos jovens e das famílias; na esfera pública, especialmente na atuação conjunta com a Justiça, no encaminhamento e acompanhamento de crianças em situação de abandono, adolescentes que cometeram atos infracionais e suas famílias; e nas empresas privadas, nos departamentos de recursos humanos.

A Constituição Federal de 1988, a nossa Constituição Cidadã, estabeleceu com clareza os direitos dos cidadãos e impôs, como valores centrais da nossa sociedade, a igualdade, a inclusão, o respeito às diferenças e a proteção da população em situação de vulnerabilidade. Nesse contexto, os assistentes sociais tornaram-se imprescindíveis para o conhecimento das múltiplas realidades sociais do País, para a formulação execução de projetos e programas sociais em muitas políticas públicas.

O profissional do curso de/com formação em serviço social tem, atualmente, um perfil e formação multidisciplinar que lhes permitam atuar na formulação de políticas sociais, com o objetivo de garantir os direitos da população na assistência social, saúde na educação, na previdência social e na habitação, transporte, segurança alimentar.  Na Justiça, têm papel preponderante nas Varas da Infância e Juventude e da Família, nas instituições do sistema penal e naquelas destinadas à orientação/socioeducação de jovens em conflito com a lei. São consultores e conselheiros indispensáveis dos movimentos sociais e de organizações da sociedade civil de assessoramento e defesa e garantia de direitos. Além de atuarem cada vez mais na gestão de pessoas na área de responsabilidade social e sustentabilidade de empresas privadas.

A pesquisa científica e o trabalho de campo na realização de estudos socioeconômicos realizados pelos assistentes sociais fornecem subsídios imprescindíveis para gestores públicos e privados atuarem de maneira cada vez mais efetiva e eficiente na área social. E é preciso e conhecer que a busca pela justiça social num País como o Brasil, campeão em desigualdade social e má distribuição de renda, muitas vezes é uma luta inglória.

Sabemos que o momento atual é especialmente difícil e desafiador. Por isso, mais do que nunca, é preciso coragem e esperança para transformar sonhos em realidade. Desejos de vivermos em um País mais justo. Precisamos dessas trabalhadoras e trabalhadores incansáveis na missão de fazer cumprir o que determina o Sistema Único de Assistência Social (SUAS), que se empenham de corpo e alma para ajudar a transformar uma realidade ainda brutalmente desigual neste País.

Por tudo isso, quero parabenizar e homenagear esses profissionais comprometidos com a defesa intransigente dos direitos humanos e recusa do arbítrio e autoritarismo; com a defesa da equidade e da justiça social, para assegurar a universalidade de acesso aos benefícios.

Texto adaptado de Franco Montoro.