Na manhã de sábado (25), mais um ato de solidariedade emocionante foi protagonizado pela Associação Correr Toledo e pelo grupo de corrida Azamigakenina.
A associação, que já tem um histórico de eventos beneficentes, não mediu esforços para arrecadar fundos e providenciar uma cadeira adaptada para a jovem Eliane Schlosser de Vila Nova, que a vários anos foi vítima de um acidente de transito que a deixou tetraplégica.
Após o falecimento do pai, Eliane depende exclusivamente dos cuidados da mãe, que é idosa, tanto para os tratamentos médicos e de fisioterapia que são realizados em Toledo quanto para os cuidados pessoais e de alimentação.
A cadeira usual de Elaine, estava deixando mais lesões na coluna, que por ocasião do acidente ficou debilitada, e devido as despesas com o tratamento continuo, no momento, os gastos com uma cadeira nova estariam inacessíveis. Foi então que, mais uma vez, o esporte uniu forças e levantou recursos para a compra de uma cadeira adaptada que atendesse as necessidades mais urgentes da Elaine, e ao mesmo tempo oferecesse praticidade para dona Erlita.
A cadeira adaptada, é espaçosa e confortável, permitindo que Eliane faça suas refeições e descanse no mesmo local, facilitando os cuidados da mãe. A adaptação com rodinhas, permite uma maior mobilidade entre os cômodos, não tendo a necessidade de utilizar a cadeira de rodas em casa.
A vereadora Marli do Esporte, foi convidada para a entrega, pois foi uma das pessoas que socorreu Eliane na época do acidente. Em um breve relato, Marli conta como tudo aconteceu:
“Estávamos vindo de Marechal Candido Rondon, de um baile, era madrugada, uma noite muito fria, muito fria. Estava eu mais duas professoras aqui de Toledo juntas no carro, quando o carro da frente capotou e entrou no milharal, rodopiou várias vezes, e, como eu que estava atrás do carro eu entrei com o carro atrás daquela trilha que se faz após o acidente.
Eu e essas duas professoras começamos a fazer o socorro das vítimas. No momento nós encontramos um rapaz (um homem), que estava no local bastante atordoado, a gente não sabia o motivo se era o acidente ou não, e esse rapaz falava sempre que tinha mais uma pessoa no carro.
Dai nós procuramos bastante, até localizar a Eliane, que estava de bruços no solo muito, muito machucada, muito lesionada já pela forma que estava o rosto no chão, e eu que tinha na época celular fui que fiz contato com o corpo de bombeiros e o corpo de bombeiros foi me passando as orientações, para não mexer nela devido a gravidade e também para fazer a limpeza da boca e do rosto dela para ela poder tentar respirar já que a gente viu que ainda estava com vida.
Nós três professoras que estávamos, tiramos os casacos cobrimos ela, porque estava muito frio naquela noite. Tentamos por muito tempo ligações ao corpo de bombeiros e o corpo de bombeiros demorou muito para chegar no local naquela época, estava muito frio, e nisso a gente conseguiu contato com a Polícia Militar, chegou a P.M. ao local, um policial com uma viatura e em seguida chegou o pai da Sandra, o pai da Sandra chegou até o local, alguém tinha avisado do acidente, então a partir dai como o corpo de bombeiros não chegava o policial decidiu junto com o pai, em tirar ela do solo, colocar na viatura e trazer até o hospital.
Então naquela noite foi dessa forma que foi procedido. Alguns anos depois, eu estava fazendo fisioterapia na Reabplus, na Barão do Rio Branco, e ao lado eu via bastante gritos e sons de uma pessoa com deficiência. Na primeira vez eu não me toquei, na segunda pedi para o meu fisioterapeuta quem que era, e ele falou que que era uma moça de Vila Nova que tinha tido um acidente e que estava tetraplégica. Dai me chamou a atenção e eu fui até ela, e reconheci que era a moça que eu tinha ajudado a socorrer alguns anos atrás. Após isso, a gente manteve contato com a família, até mesmo porque a família teve que entrar com alguns processos para poder ter ajuda da pessoa que ocasionou o acidente ou que estava com ela no acidente.
Muitos anos se passaram, e quando eu tive um contato maior na secretaria de esportes com a Sandra em uma conversa eu descobri que a Sandra era irmã da Eliane. E a Sandra hoje é uma profissional de Educação Física aqui em Toledo que todos conhecem, e uma das principais amigas minha. Então foi esse cruzamento de fatos que aconteceu na minha vida, da Sandra e também da Eliane. Hoje tive a oportunidade de ajudar, na conquista de melhorias pra Sandra, que no caso essa cadeira é uma cadeira especializada que vai trazer mais conforto a Eliane”.
Sensação
Vento
Umidade



