Na tarde de quarta-feira (15), por volta das 16h00min à vereadora Marli do Esporte recebeu diversas ligações da protetora e bióloga Tânia Cardoso, que se encontrava no Parque Ecológico Diva Paim Bart, acompanhada de mais três pessoas, que, se diziam assustadas com a grande quantidade de pombas que estavam mortas e agonizando naquele local.
Tânia relatou para a vereadora, que há vários anos, todos os dias, um grupo de pessoas é encarregado de levar comida aos pombos. Segundo ela, na tarde de quarta-feira, quando chegaram ao lago, perceberam que havia vários pombos mortos perto do portão que da acesso a Usina do Conhecimento, e, como o portão estava apenas encostado, entraram.
A protetora também contou para a vereadora, que logo que entraram, um homem, que não possuía crachá de identificação veio ao encontro do grupo, e disse que não poderiam entrar. Quando, os mesmos questionaram o motivo do impedimento, uma vez que se tratava de espaço público, e o portão estava apenas encostado, o senhor respondeu que havia passado veneno para carrapatos e que era perigosa uma contaminação.
Conforme a protetora, nesse momento, ela perguntou quem era esse senhor, e ele se identificou como sendo pintor. Então o grupo comunicou o mesmo que estariam denunciando o responsável, pois, possivelmente o veneno, estaria causando a morte das pombas. Quando o grupo já estava de saída, Tânia explica que outro senhor, também sem crachá de identificação, veio colocar o cadeado no portão que do acesso à entrada da Usina do Conhecimento, e falou ao grupo que eles haviam invadido o local. A protetora, informou o mesmo, que o espaço era público e que o portão estava apenas encostado, por isso haviam entrado.
Quando este senhor foi questionado pelos protetores sobre a morte dos pombos, a protetora menciona que, o mesmo respondeu da seguinte maneira: “o veneno era para eliminar as pragas do lago”. Quando uma das pessoas que acompanhava o grupo, que é jornalista, perguntou sobre a sua identificação, a protetora comenta que o trabalhador disse que processaria o grupo por estar ameaçando servidor público, " ele virou as costas e saiu".
Tânia comenta que o grupo de protetores permaneceu em frente ao portão de entrada da Usina do Conhecimento, tentando tratar as pombas e dar água, mas, muitas não resistiram e morrerem agonizando ali mesmo. Na sequência, a protetora relata que duas mulheres entraram na Usina do Conhecimento e, posteriormente quando voltaram com os dois senhores, se identificaram como sendo da Secretaria de Meio Ambiente. Segundo a protetora, as mesmas estavam com crachá de identificação, e, argumentaram ao grupo que se há pombas envenenadas, é porque a população joga comida pra elas, e que apenas a limpeza do local estava sendo feita.
A protetora esclarece que neste momento, falou para as mulheres que “farelo de pão nunca matou ninguém”. E que um dos senhores que estava junto com as mulheres que se apresentaram como sendo da Secretaria de Meio Ambiente, disse que o jornalista, usou da sua formação para ameaça-los. O jornalista respondeu para ele que, "todo funcionário público deve estar devidamente identificado com crachá", citando como exemplo as duas mulheres que estavam com crachás de identificação. Foi quando o senhor se identificou como funcionário da empresa contratada para fazer a limpeza.
A protetora explica ainda que, após o insucesso em tentar salvar as pombas, o grupo foi até a Policia Civil para registrar um boletim de ocorrência, onde foram orientados a procurar pela polícia ambiental. O grupo também tentou contato com o Instituto Ambiental do Paraná, mas devido a pandemia, o órgão não está fazendo atendimento presencial, e não atenderam ao telefone. Por isso a denuncia foi registrada no “fale conosco”. Na data de hoje, o grupo estará enviando ao Ministério Público, todo o material coletado. Corpos de pombos também foram recolhidos para uma biópsia Segundo a protetora, um laudo assinado por veterinário deverá apontar a causa da morte.
Na tarde de ontem (16), a prefeitura de Toledo, emitiu uma nota, dizendo ser falsa a informação de que os pombos que ficam na Antiga Usina do Conhecimento teriam sido envenenados. Na mesma nota, informa que “O local passou por limpeza na tarde de quarta-feira (15). Por meio do contrato 1165/2018, a Empresa de Desenvolvimento Urbano e Rural de Toledo (Emdur) realiza a reforma da Usina do Conhecimento. Um dos serviços previstos no contrato está à lavagem do telhado, serviço realizado no momento utilizando o produto Detergente Profissional Desincrustante Ácido”.


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