Regulamentada pelas Leis (13.595 e 13.708, ambas de 2018) a profissão de Agente Comunitário de Saúde e Agente de Combate a Endemias tem sido cada vez mais importante no combate à dengue e outras arboviroses, como chikungunya, zika e febre amarela, que hoje se constituem em graves problemas de saúde pública no Brasil.
As atividades de prevenção e controle das arboviroses, que são transmitidas pelo mesmo vetor, o Aedes aegypti, no Brasil vêm sendo realizadas pelos agentes de combate às endemias (ACE) e os agentes comunitários de saúde (ACS).
A legislação determina que esses profissionais devem atuar em ações de prevenção de doenças e promoção da saúde, vigilância e registro de casos e em campanhas de combate a surtos epidêmicos, trabalho indispensável para salvaguardar a vida população.
Mesmo desenvolvendo esse importante trabalho, os agentes ainda encontram dificuldades na profissão como a falta de reconhecimento, a precarização das condições de trabalho (falta de equipamentos de proteção individual, ausência de informações sobre os riscos a que estão submetidos em sua atividade profissional, risco de violência, risco no manuseio e acondicionamento de produtos utilizados para combater os vetores, grande rotatividade de territórios) e o preconceito.
É preciso que os gestores lancem um novo olhar sobre essa profissão, uma vez que ao realizar visitas domiciliares, os agentes conseguem manter atualizado um retrato epidemiológico do que está acontecendo no município. Identificando áreas de risco e quais são as ações que devem ser tomadas para preservar a saúde da população.
A vereadora Marli do Esporte que atuou junto ao Sertoledo na luta pelo Plano de Carreira dos ACE e ACS diz que “ a medida que os agentes conseguem realizar as visitas nas casas das pessoas, eles passam muito mais do que uma simples orientação sobre dengue e outras doenças, eles conseguem identificar por exemplo situações de violência, de abandono e comunicar os setores responsáveis. Eles chegam onde muitos políticos e autoridades só colocam os pés em época de campanha, por isso muitas pessoas tem uma relação de extrema confiança e amizade com os agentes do seu território, porque sabem que não ficarão esquecidos”.
Foto: Fabio Ulsenhaimer/ SECOM
#Pracegover: Fotografia. Um agente de endemias com o colete e chapéu na cor verde chega ao portão de uma residencia onde é recepcionado por uma senhora.
Sensação
Vento
Umidade



