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DIA INTERNACIONAL DA MULHER: O QUE TEMOS A COMEMORAR?

DIA INTERNACIONAL DA MULHER: O QUE TEMOS A COMEMORAR?

09/03/2017 05h00
Por: Marli

Texto sobre dia internacional da mulher

Dia Internacional da Mulher: o que temos a comemorar?

*Marli Gonçalves Costa, vereadora pelo PCdoB em Toledo

Quando chegamos ao mês de março, é comum observar postagens e homenagens ao dia internacional da mulher. Mas há realmente o que comemorar?

Ao longo dos anos, nós mulheres, em busca de cada vez mais espaço, estamos nos “acabando” em busca de reconhecimento, de respeito dentro das instituições e dentro de nossas comunidades. O estresse é permanente, a dupla ou até tripla jornada nos impõe um cansaço físico e mental nunca antes visto. O corpo sofre...passamos a ter doenças que até pouco tempo atrás eram predominantemente masculinas. A violência continua alta! A cada dois minutos, cinco mulheres são espancadas no país.  O levantamento mostra que 13 mulheres são assassinadas por dia, em média, no país - uma a cada duas horas - e que as mais desprotegidas são as mais pobres e as negras. Mas há sim o que comemorar!

Talvez uma das grandes conquistas femininas em nosso país, foi o direito ao voto, em 1932. Acredito ser um marco nos avanços que obtivemos em termos mais globais, e mais tarde, com a chegada da pílula anticoncepcional e mais recentemente com a Lei Maria da Penha. Neste período a liberdade sexual e também profissional se deu de forma mais intensa, proporcionando a nós mulheres termos nossas escolhas!

Mesmo com todos os problemas enfrentados, acredito estarmos passando por momentos de importantes conquistas. Nas universidades, em cursos de graduação, pós-graduação, mestrado e doutorado a predominância feminina. As mulheres além de serem a grande maioria nas áreas educacionais e sociais, são mais assíduas, mais pontuais e dedicadas ao estudo. Se continuarmos com estes avanços, acredito que teremos em breve, mulheres em cargos de comando das principais áreas humanas do país.

Na política, apesar do que aconteceu (e não quero entrar no mérito da questão), tivemos a primeira mulher presidente do Brasil, o que representa um olhar mais igualitário no momento do voto. Na política local, Toledo elegeu pela primeira vez, quatro mulheres. Três estão cumprindo o mandato eletivo, e acredito que estamos dando mais diálogo e criatividade ao legislativo toledano, pois estas são características femininas.

Quero aqui registrar duas grandes ações implantadas no ano de 2016 em Toledo, que vem ao encontro aos anseios das nossas mulheres vítimas de violência. A Patrulha Maria da Penha, em parceria da Secretaria de Políticas para Mulheres, com Delegacia da Mulher e Guarda Municipal, que presta atendimento a mulheres vítima de violência. Também quero citar a implantação do projeto Emancipar. Considerando que o município de Toledo, não possui acolhimento institucional para mulheres vítimas de violência doméstica, o município instituiu lei, que prevê concessão de “aluguel social” para garantir uma moradia fora do convívio com o agressor. Estes são avanços que muitas vezes passam despercebidos, mas que fazem grande diferença na prevenção de lesões mais graves. O ideal seria não necessitarmos de leis diferenciadas para nossa proteção, mas enquanto o ideal não se torna realidade, é de suma importância implementar leis que garantam nossos direitos!